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Estimular o uso da bicicleta na cidade tem consequências positivas sobre a acessibilidade

A bicicleta pode contribuir significativamente para reduzir os problemas do tráfego urbano, como congestionamentos e falta de estacionamento. Este é o resultado de um novo estudo da Fietsberaad da Holanda. Os efeitos causados pelo aumento do uso da bicicleta foram calculados na base de uma cidade de médio porte. Segundo o estudo, a bicicleta também ajuda a melhorar a qualidade do ar e reduzir da inatividade física.

Como um modelo para o estudo da Fietsberaad foi escolhido a cidade de Alkmaar na província de Holanda do Norte, com aproximadamente 94.000 habitantes. Para esta cidade foram calculados os possíveis efeitos, se a bicicleta substituir, nos próximos dez anos, 10% do tráfego de automóvel. O ganho para o meio ambiente e a saúde - e especialmente para a acessibilidade do centro da cidade - iria melhorar de uma forma sensacional.

A queda projetada do uso do automóvel faria com que o restante tráfego fluísse melhor na cidade, e também no anel viário em torno de Alkmaar o trânsito diminuiria. Em números, haveria uma redução de tráfego de automóveis de 15%. O resultado seria uma redução anual de gastos em cerca de três a seis milhões de Euro para os automobilistas de Alkmaar.

O fato de que o lucro é tão alto tem a ver com a circunstância de que os congestionamentos deverão crescer de uma forma explosiva em Alkmaar até 2020. Por isso a mudança para a bicicleta, mesmo de apenas uma pequena parte dos condutores, tem um efeito tão grande.

Com a mudança do carro para a bicicleta também haverá benefícios sociais. Devido à diminuição da quilometragem rodada por automóveis as emissões dos veículos nas áreas habitadas diminuirá em cerca de 7%. Até mesmo a poluição pelo tráfego de caminhões - que são os principais responsáveis pela qualidade do ar local - poderá diminuir em 4% devido à melhoria no fluxo de tráfego. Além disso, com o aumento do tráfego de bicicletas em 10%, a poluição sonora pesada diminuirá em 2%.A contribuição para a proteção do clima proporcionada pelo aumento do uso da bicicleta continua a ser limitada, porque este é essencialmente um problema que precisa ser resolvido a nível global. Mas a nível individual, a melhora ainda é substancial.

Caso os moradores usassem 10% mais frequentemente a bicicleta - em vez do automóvel - teria uma diminuição de emissões de CO2 por domicílio de em cerca de 3%. Este efeito é, por exemplo, tão grande como a substituição de 13 lâmpadas tradicionais por lâmpadas fluorescentes.

Andar de bicicleta é saudável. No entanto, o aumento do uso da bicicleta em 10% contribui apenas de uma forma modesta à melhoria da saúde pública. Este uso extra da bicicleta (em média 90 segundos por dia) geralmente não é suficiente para servir como uma medida eficaz para a saúde em geral. Para isso seria necessário dar mais atenção às pessoas que não ou mal fazem exercícios físicos.

Os cálculos mostram que o aumento de tráfego de ciclistas em 10% não tornaria o trânsito mais inseguro. Embora o uso maior da bicicleta levasse a mais acidentes com ciclistas feridos, esse efeito não deixa de ser mais que compensado pelo declínio dos quilômetros rodados por automóveis. Isto na verdade diminuirá o risco para os ciclistas e pedestres sendo atropelados por um automóvel. Em resumo observar-se-á então o declínio da quota total de vítimas gravemente feridas em acidentes.

Fonte das informações: Fietsberaad, 26/03/2010

Projetos de Incentivo ao Uso da Bicicleta aqui.

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