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Vereadores cobram aplicação de recursos destinados a ciclovias

A ampliação de investimentos e a priorização de projetos poderão ampliar o número de ciclovias em Porto Alegre. Essas foram algumas das conclusões da audiência pública, realizada nesta manhã, na Câmara de Vereadores, que discutiu o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre (PDCI). Segundo o vereador e presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosman), Beto Moesch, a Prefeitura não está investindo todo o valor que foi definido na aprovação do Plano.

Pelo PDCI, a aplicação deveria ser de R$ 2 milhões por ano. Em 2010, foram R$ 1,2 milhão e, no ano passado, ficou em R$ 500 mil. “Isso mostra que a ciclovia não é prioridade para a Prefeitura”, afirmou o vereador, que também preside a Comissão.

O presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, reconheceu que os investimentos não foram integrais. Porém, associou isso ao fato de problemas técnicos na elaboração de projetos, para que houvessem a aplicação dos recursos. Mesmo assim, ele lembrou que nunca foi aplicadotanto em ciclovia na cidade como nos últimos anos. Ele aproveitou ainda para anunciar que o trecho da ciclovia da avenida Ipiranga, entre a Érico Veríssimo e a Azenha deverá ser liberado até o final de março. A demora na autorização ocorreu em função da instalação da grade de proteção, que foi escolhida em concurso.

“Os materiais indicados não estavam tão acessíveis como foi previsto num primeiro momento, o que provocou a demora, mas agora já houve a liberação”, afirmou Cappellari. O trecho entre a avenida Edvaldo Pereira Paiva e Érico Veríssimo também já teve início. “Sabíamos que não seria uma obra fácil e nem rápida num primeiro momento em função das suas características. Mas acreditamos que agora a obra deverá ser executada sem maiores dificuldades”, afirmou.

Para o vereador, a comissão manterá o acompanhando das execuções das obras e dos projetos, já que existem outros que deverão ser executados nos próximos meses. Mesmo assim, ele lembrou que a maior dificuldade na cidade para que a rede cicloviária seja ampliada é superar a barreira cultural. “Não existe na cidade a cultura da bicicleta. Muitas pessoas a utilizam, mas para passeios e dentro de limitações”, afirmou ele.

Outro ponto levantado durante a audiência foi a destinação dos 20% do valor arrecadado em multas de trânsito para a consolidação do sistema cicloviário. A Prefeitura reconheceu que isso não vem ocorrendo, mas que deverá passar a ser aplicado até o final do ano.

Fonte: Correio do Povo, 01/03/2012

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